janeiro 27, 2005

Hic

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Em mais um de seus discursos motivacionais-populistas, Lula disse que poderia ser um dos inscritos no ProUni depois que encerrasse seu mandato como presidente ? mas s? se for para fazer este curso.

janeiro 26, 2005

S? agora caiu a ficha?

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veja

janeiro 26, 2005

A M?sica

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bach

Livros ocupam as m?os e a mente. Pe?as teatrais exigem palcos, luzes, figurinos e trupes. Pinturas custam caro e muitas vezes t?m aspecto duvidoso, assim como esculturas, que al?m do mais costumam ser pesadas ou grandes demais. Obras de arquitetura ? se ? que existem como arte ? trazem a reboque o ego inflado de seus autores. E a M?sica? Ah, a M?sica…

Quem tem o lisonjeiro h?bito de acompanhar este blog sabe que em dezembro passado assisti ? 9? Sinfonia de Beethoven, magistralmente executada pela Orquestra Sinf?nica de Santos. O ingresso custou 10 dinheiros. Neste momento, ou?o a mesma m?sica em meu computador. O arquivo MP3 n?o me custou nada. O CD poderia ser encontrado por uns 15 dinheiros. E a 9? — eia — ? considerada uma obra de arte t?o perfeita quanto a Monalisa de Da Vinci, O Pensador de Rodin, as pe?as de Shakespeare, as obras de Homero e as casas de Lloyd Wright. Ela n?o ocupa as m?os, deixa a mente livre e o cora??o exultante, n?o esvazia os bolsos de quem a admira.

Mas ? claro que eu estou falando de M?sica (atente ao M mai?sculo), daquilo que se fez at? o comecinho do s?culo XX, daquilo que Palestrina e Stravinski fizeram com todo cora??o, respeitando o ouvinte que espontaneamente se dirige ? sala de concerto ou compra um CD. Perdoe, mas o que veio depois n?o ? M?sica. Voc? n?o pode colocar Bach e Latino na mesma prateleira. Ou Telemann e Katinguel?. N?o pode.

Voc? pode at? ignorar os mestres e continuar ouvindo Latino e Katinguel?, mas, por amor ? M?sica, coloque-os no devido lugar. O fracasso e o sucesso cultural de um pa?s s?o uma quest?o de justi?a (dar a cada um aquilo que lhe ? de direito), n?o de gosto. Pa?ses desenvolvidos n?o s?o necessariamente aqueles em que os mestres s?o mais ouvidos e apreciados, mas aqueles em que os mestres s?o respeitados como tais.

janeiro 25, 2005

Burro, mas limpinho

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Com o ProUni (universidade para todos) e a campanha do otimismo (o brasileiro não desiste nunca), o Governo Federal diz com todas as letras qual o tipo de Brasil que pretende para daqui uns anos: um lugar cujo lema é “a ignorância é uma bênção”, onde o rei pode andar nu sem riscos e onde, afinal, a sabedoria vale menos que um arroto.

Para entender um pouco mais este país, clica aqui. Para variar, Friedrich Hayek estava certo.

janeiro 24, 2005

Idades

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Velhice

Aos 31 anos eu n?o posso ser considerado velho, mas a pele marcada, a mudan?a no vigor f?sico e o cabelo cada vez mais escasso dizem o oposto; dizem que o tempo passa e que meus primeiros retratos est?o cada vez mais emba?ados. Eu at? estou me tornando religioso, o que ? uma esp?cie de preparo para o resto dos meus dias, que, embora n?o sejam resto, s?o menos de 2/3 do todo, numa proje??o exageradamente otimista.

As coisas poderiam ser diferentes, com uma juventude religiosa e solene, uma maturidade apaixonada e incendi?ria e uma velhice infantil, instintiva e sem palavras. N?o pela diferen?a, mas para que a vida pudesse ser melhor aproveitada. De que forma aproveitar a vida seguindo seu curso natural? Escrevendo, talvez?

Sensei Ono e Sensei Rubens

O problema de treinar com verdadeiros cavalheiros é ficar mal acostumado. Voltei de São Paulo com a firme e ingênua crença de que no mundo todos são tão bons como os mestres que gentilmente se dispuseram a compartilhar suas experiências, habilidades e conhecimentos.

Decerto o mundo não é assim, mas a tristeza dessa lembrança é rapidamente preenchida pelo desejo de seguir adiante e pela crença de que esforço e disciplina seguramente me conduzirão para perto de onde estão as pessoas que tanto admiro.

Aliás, vale citar as palavras do mestre Shinichi Suzuki, Ki-Aikido Shihan: “Um professor comum sabe explicar. Um bom professor sabe demonstrar. Só o mestre é capaz de inspirar.”

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