julho 31, 2005

Rev

Arquivado em geral | Comente


imagem de escorpi?o usada pelos tibetanos
como prote??o contra doen?as

Coisas ruins s?o boas — como a gripe que me p?s de molho nesta semana –, desde que se tenha para elas a percep??o adequada.

No meu caso, a gripe foi conseq??ncia de uma s?rie de descuidos: sono insuficiente, estresse e preocupa??o, exposi??o exagerada ao frio que veio forte h? uma semana, urbanidade exagerada (estive numa metr?pole nesse per?odo de baix?ssima resist?ncia) etc. etc. etc. Assim, uma doen?a como a gripe ? um aviso de que certos h?bitos t?m de ser modificados. Do contr?rio, ela ser? sucedida por algo mais s?rio.

Algo semelhante ocorre com os problemas que nos surgem. Quando os budistas dizem que n?o h? aprendizado sem sofrimento, referem-se ao caminho percorrido por Sidarta: o sofrimento, a percep??o do sofrimento, a cessa??o do sofrimento.

N?o h? evolu??o sem tens?o. N?o h? sa?de sem doen?a.

julho 26, 2005

112242972285507345

Arquivado em geral | Comente


? muito bom ser alienado.

Voltei.

N?o se surpreenda, caro leitor, se os posts se tornarem cada vez mais escassos (pensei em dizer raros, mas esta palavra sugere alguma qualidade). Algumas semanas distante da grande rede colocam uma nova lente sobre as coisas realmente importantes.

Como n?o h? bosques por perto, ? poss?vel que eu busque — entre um post e outro — alternativas te?ricas que equivalham ao ato de cortar lenha. Praticar yoga (o bom e velho hatha, muscular e sudor?paro) parece bom.

***
Acompanhei, me esfor?ando para encontrar alguma placidez, as porcarias do Planalto. De tudo que pensei, talvez apenas isto valha a pena ser mencionado aqui:

No come?o — quando tudo era confete vermelho — todos diziam que o Governo era o PT e que o PT era o Governo. Era claro e evidente, como disse Daniel Piza (OESP), que o PT (ou Lula, ou o Govern Federal, tanto faz) tinha um projeto de poder, n?o um projeto de pa?s. Hoje — vasos sanit?rios entupidos — todos tentam nos convencer do contr?rio, como se Lula-paz-e-amor fosse um l?der apartid?rio, como se sua principal bandeira nunca tivesse sido a da estrela vermelha.

***
Finalmente transferi meu t?tulo para a cidade onde vivo h? 7 anos. Corro o risco de ter que votar pela primeira vez (h? cerca de 12 anos tenho apenas justificado minha aus?ncia, na esperan?a de ter meu t?tulo cancelado). Chega a ser ir?nica a perspectiva de estrear minha “cidadania” justamente num referendo t?o tosco. Se tudo der certo, estarei bem longe da minha zona eleitoral quando os c?rebros dos eleitores forem desligados novamente.

***
As f?rias foram regadas a romance e filmes. Sobre estes, vale a pena mencionar as risadas produzidas por Matadores de Velhinha e o ?xtase diante de Primavera, Ver?o, Outono, Inverno e… Primavera. Sobre o romance, ? mais elegante e significativo n?o mencionar nada. A felicidade ? discreta e gentil.

***
A todos que me acompanharam neste per?odo silencioso, muito obrigado.

julho 17, 2005

Saudosismo

Arquivado em geral | Comente

…Coronel Mostarda no sal?o de jogos com o candelabro.

julho 14, 2005

Tripaliare

Arquivado em geral | Comente

Perdoem os posts escassos. Ilhabela anda bastante movimentada. Como ? comum na maioria das cidades tur?sticas, eu e a maioria dos moradores modificamos nossas rotinas para poder servir aos turistas — e colher-lhes alguns n?queis a mais. Quando a poeira baixar, volto a postar com a devida dedica??o.

Enquanto isso, d?em uma vasculhada nestes arquivos.

A todos, muito obrigado.

julho 3, 2005

Destino

Arquivado em geral | Comente

Narciso - Caravaggio, 1598

Um dia, todos padeceremos desse mal.

Dante e Beatriz

A ru?na dos relacionamentos est? no seguinte fato.

As pessoas se unem para atingir um determinado fim, elas criam objetivos que pretendem atingir ou resolver atrav?s do relacionamento amoroso. Um relacionamento desse tipo n?o ?, assim, a conseq??ncia inevit?vel de sentimentos m?tuos, mas algo que pretende ser a causa desses sentimentos e de uma vida resolvida. N?o se ama porque, ama-se para, exatamente como disse Eliphas Levi:

“Todos os sofrimentos de nosso cora??o prov?m de que amamos para receber e n?o para dar, para possuir e n?o para melhorar, para absorver e n?o para imortalizar.”

Página seguinte →