agosto 30, 2006

Eleições 2006

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Reunirei na caixa de comentários do post anterior as respostas que eventualmente eu receber dos candidatos. Quem quiser repassar o questionário, fique à vontade.

Obrigado a todos.

agosto 29, 2006

Elei??es 2006

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Enviei a diversos diret?rios pol?ticos e candidatos o question?rio que apresento em seguida. Minha esperan?a ? de que do lama?al de bizarrices e de corruptos surja algu?m disposto a pensar e que demonstre saber pensar, que tenha bom senso, que demonstre que acima de suas decis?es pol?ticas, inclina??es ideol?gicas e parcerias econ?micas existem princ?pios sem os quais o mundo se torna um caos de ladroagem, viol?ncia e patifaria. Este sujeito ter? meu voto. Leia na íntegra >>

agosto 28, 2006

Palha

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É muito estranho que tudo funcione tão bem em algumas cidades, que as pessoas não rolem no chão e que não comam as cascas das árvores, que não sejam atropeladas em massa e não sintam vontade de pular do alto das pontes e dos prédios ou de berrar palavras sem sentido. É muito estranho que a sanidade seja uma regra bem aceita, que as pessoas não se perguntem a toda hora a respeito do azul do céu, dos sanduíches das lanchonetes fast-food e dos ambulantes, que anunciam a plena voz produtos que quase ninguém compra.

A impressão bastante comum de que há fios invisíveis que regem todas as coisas, de que há um regente que conduz as pessoas, suas falas, seus movimentos, seus sentimentos e paixões e idéias, esta impressão não exclui outra, não menos sensata ou absurda: cada uma destas palavras é o eco dessa condução… e de nada adianta tentar ascender a um nível superior àquele em que já estou. A tentativa de ver por cima do ombro do regente apenas me expõe ao risco de levar uma cotovelada seca, seguida de uma ordem ríspida para voltar ao meu posto.

Esta é a angústia do intelectual. Ele não produz música, ele apenas quer ver por cima do ombro do regente. Quer ser VIP onde ninguém pode ser. Esse tipo de postura só é tolerada como fetiche, como um falar-consigo-mesmo, nada mais. Que as pessoas leiam estas linhas às vezes, é algo que não as torna menos taciturnas, menos bobas e rasteiras — as linhas, não as pessoas. Escrever não é outra coisa senão falar sozinho. Esperançosamente, mas sozinho.

“Tudo quanto escrevi parece-me unicamente palha” — Sto. Tomás de Aquino.

agosto 22, 2006

O Livro dos Cinco Anéis

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De Miyamoto Musashi, o Gorin no Sho, ou Livro dos Cinco Anéis.

Ao escrever este livro, não recorri aos termos arcaicos do budismo ou do confucionismo nem, tampouco, a antigas crônicas de guerra ou a obsoletas estratégias militares. Quero exprimir o pensamento e o verdadeiro espírito da Escola Ichi, tendo como espelho a providência divina e Kannon. (…)

agosto 21, 2006

Paulo Leminski

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leminski

Comecei a ler poesia da pior forma poss?vel: precisei decorar os primeiros versos de “Os Lus?adas” e declam?-los em voz alta e bom som diante de uma plat?ia que n?o me suportava e que me considerava ? erroneamente, ? claro ? um nerd sociopata. Levei muito tempo at? me recuperar. Quando me recuperei, me deparei com os haiku de Paulo Leminski. E fiz o favor ? para mim e para o poeta curitibano ? de esquecer Cam?es.

No fundo, no fundo,
bem l? no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela m?goa sem rem?dio
? considerada nula
e sobre ela ? sil?ncio perp?tuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra tr?s,
l? pra tr?s n?o h? nada,
e nada mais

mas problemas n?o se resolvem,
problemas t?m fam?lia grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.


50 poesias de Paulo Leminski
, perdidas em algum lugar de meu saite antigo.

Kamiquase, o saite oficial.

Aqui o poeta fala do judo e de sua rela??o com a poesia ? a for?a individual, a n?o-hesita??o. Leminski era faixa preta e professor de judo.

agosto 20, 2006

O Zen é um tédio

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People long for big thrills. Peak experiences. Some people come to Zen expecting that Enlightenment will be the Ultimate Peak Experience. The Mother of All Peak Experiences. But real enlightenment is the most ordinary of the ordinary. Once I had an amazing vision. I saw myself transported through time and space. Millions, no, billions, trillions, Godzillions of years passed. Not figuratively, but literally. Whizzed by. I found myself at the very rim of time and space, a vast giant being composed of the living minds and bodies of every thing that ever was. It was an incredibly moving experience. Exhilarating. I was high for weeks. Finally I told Nishijima Sensei about it . He said it was nonsense. Just my imagination. I can’t tell you how that made me feel. Imagination? This was as real an experience as any I’ve ever had. I just about cried. Later on that day I was eating a tangerine. I noticed how incredibly lovely a thing it was. So delicate. So amazingly orange. So very tasty. So I told Nishijima about that. That experience, he said, was enlightenment.

Trecho de Zen is boring, um texto que vale a pena ser lido. (meus agradecimentos ao Fabiano pelo link)

A propósito deste texto, vale a pena também dar uma olhada no clássico Zen e a Arte da Manutenção das Motocicletas, em que o zen, definitivamente, não é nada entediante. Texto integral aqui (em inglês).

E para saber algo sobre a tradição zen, baixe o e-book 178 Histórias Zen-Budistas, disponível na seção de e-books deste saite.

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