novembro 27, 2006

Guia para blogueiros

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you're a dog
Eu sempre fui muito presunçoso, mas não, este guia não é fruto deste meu desvio de caráter. Apenas compilei, porcamente, as coisas boas que costumo encontrar nos blogs que leio. Claro que há outras formas de construir um bom blog, mas se você não tem a verve de um Soares Silva ou não é politizado e atualizado como o Reinaldo Azevedo, talvez este pequeno, minúsculo, ridículo guia tenha alguma utilidade.

1) Seja pessoal. Isto não significa ter estilo. Ter estilo é a conseqüência de ser pessoal, de ser honesto ao escrever. Os bons blogs têm estilo, sem a afetação daqueles que querem ter estilo. Colocar o estilo antes da personalidade é para os gênios ou para os medíocres. Exceção poderia ser feita aos blogs que apenas reproduzem textos de outros autores (como o Citador, muito bom por sinal), mas mesmo neste caso continua valendo a idéia de que a personalidade (de outrem, ok) precede o estilo.

2) Seja breve. Hoje não existe informática sem multitarefa. Ninguém em pleno gozo de suas faculdades mentais senta-se ao computador para fazer apenas uma coisa de cada vez. Condensar a mensagem não é apenas prova de habilidade para escrever, é também uma gentileza com o leitor, que certamente não irá ler apenas o seu blog cada vez que ligar o PC. E hoje a maioria dos servidores de blogs dispõe daquela opção "clique aqui para continuar a ler este post" se você é daqueles que produzem um épico a cada atualização.

3) Atualize. Atualizar o blog todos os dias é tarefa desumana. Mas deixá-lo às moscas por mais de 30 dias é o primeiro passo para que até a sua família esqueça que ele existe. Mesmo com bons leitores de feeds (como o do Opera; se você não sabe o que é feed, saiba aqui), dá vontade de banir aqueles que mergulham em longo inverno depois de cada atualização.

4) Seja responsável. Além da honestidade (item 1), a responsabilidade pressupõe reflexão e a consideração de que alguém vai ler o que você escreveu e — sim — acreditará no que foi postado. Você pode ser como eu, uma nulidade. Mas alguém irá acreditar no que você diz. Uma, duas ou três pessoas, não faz diferença. Não pega bem, nestas circunstâncias, postar como quem joga milho aos pombos. Há leitores que engolem qualquer coisa, mas é salutar crer no contrário, apostar na inteligência alheia e respeitá-la.

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Um guia mais sério e mais completo pode ser baixado neste saite: Handbook for bloggers and cyber-dissidents. A frase que apresenta o guia cai como uma luva para o Brasil: "Bloggers are often the only real journalists in countries where the mainstream media is censored or under pressure."

novembro 27, 2006

@#$%&*!

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Eniac
Técnicos do Awardspace fazendo manutenção nos servidores deste saite

Como alguns devem ter notado, este saite saiu do ar algumas vezes nestes últimos dias. Não se aflijam, tudo deve se normalizar em breve, conforme informam os informativos de meu servidor. Talvez o saite saia do ar mais uma ou duas vezes até amanhã, mas basta ter um pouco de paciência e voltar dali uma ou duas horas.

A todos, muito obrigado.

novembro 26, 2006

Trilha sonora para o domingo

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Anoushka Shankar

Alguns links do YouTube – para quem, como eu, se recusa a ligar a TV no domingo.

- Um jovem Michael Hedges acompanhado de Leo Kottke, duas lendas do violão folk americano.

"O labirinto parado", clipe dos portugueses do Madredeus — que eu dedico à minha mulher, que adora esse grupo. Para quem prefere uma música mais antiga, "Alfama", do filme "O Céu de Lisboa", de wim Wenders. Via Orkut e Rapidshare, toda a discografia do grupo.

- Anoushka Shankar, filha de Ravi Shankar (e irmã de Norah Jones), honrando o bom nome da família num show em tributo a George Harrison (link via O Garganta de Fogo).

-Andrés Segovia,  talvez o maior violonista de todos os tempos, tocando "Asturias", uma das obras-primas do compositor espanhol Isaac Albeniz.

André Geraissati no Festival de Montreux tocando "Vento". Acho que este link já esteve neste saite, mas vale o repeteco.

- Glenn Gould tocando Bach (lógico), num trecho de um documentário sobre vida do genial pianista canadense. Excêntrico e louco, mas genial.

- E para quem gosta de ópera, Anna Netrebko, cantando "Libiamo", famosa cena de "La Traviata" (link via Soares Silva). Aqui, a soprano russa cantando "O mio babbino caro", da ópera "Lauretta", de Puccini.

A propósito, mais links de música serão bem-vindos. Enviem-mos nos comentários.

A todos, um bom domingo.

novembro 26, 2006

Apanhou pouco

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Os japoneses são discretos por causa dos terremotos.

Por muitos séculos as paredes das construções tiveram que ser feitas de materiais muito leves — como o papel –, para que, no caso de um terremoto, os danos aos ocupantes fossem mínimos. Paredes leves têm performance acústica ruim, isto é, não impedem que sons passem de um cômodo a outro de uma construção, diferentemente do que ocorre com paredes de tijolos, de pedra ou concreto.

Diante da necessidade de preservar a própria integridade física no caso de um terremoto e de, ao mesmo tempo, conversar nos cômodos de uma construção à prova de terremotos, os japoneses não viram outra saída senão falar baixinho. E isso foi assim por muitos séculos, até que a mudernidade trouxesse paredes grossas, pesadas e à prova de terremotos. Mas já era tarde, porque os japoneses continuam falando baixinho, mesmo nas casas de Tadao Ando.

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É curioso perceber que essa tese diz mais a respeito do brasileiro do que do japonês.

O japonês apanhou muito. Guerras, terremotos, tufões. Aprende-se desta forma a usar a criatividade em coisas realmente úteis e boas — como fazer construções leves e falar baixinho.

O brasileiro, ao contrário, apanhou pouco. E é por isso que ele não sabe falar baixinho (mas não só por isso, é claro). E por não saber falar baixinho ele se acostumou a dar muita, excessiva atenção à própria voz e ao que supostamente é dito, sem perceber que o que é dito raramente ultrapassa a categoria dos grunhidos, dos rosnados e dos zurros.

Falta ao brasileiro o silêncio do falar baixinho. Falta ao braileiro apanhar um pouco mais.

novembro 22, 2006

Rick Capellano

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Não é porque o cara é meu amigo que eu sugiro a vocês que visitem seu saite pessoal e ouçam suas músicas. Eu sugiro que vocês façam isso porque músicos habilidosos e inspirados como ele são raros hoje em dia.

Imperdível.

novembro 21, 2006

R$ 12.847,20

Arquivado em aflições, política | 2 comentários

É quanto ganham os deputados federais no Brasil. Eles acham pouco. Eles querem um aumento de 90%.

Essa notícia eu me recuso a comentar. Digo apenas que deve ser muito bom poder votar no próprio aumento. 

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