janeiro 31, 2007

Diga-me com quem andas

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Hugo Chávez é discípulo de Fidel Castro (o eterno ditador), parceiro de Mahmoud Ahmadinejad (o louco do Irã), amigo de Evo Morales (o cocalero estatista), Lula (…) e Rafael Correa (a mascote da esquerda latino-americana).

Certos estão os norte-americanos, que estão se lixando para o que vem da América Latina e que não ficam pensando se Fidel é presidente ou ditador antes de redigir um noticiário. Não embrulha o estômago ouvir os âncoras dos telejornais dizerem “o presidente de Cuba”?

A maior prova da insignificância intelectual e cultural da América Latina é o fato de ninguém perguntar, em voz alta e clara e com todas as letras, por que raios o continente precisaria de mais uma ditadura.

Eu concluo que essas pessoas se merecem, fecho a página de notícias internacionais e vou estudar — no mínimo para nunca ter dúvidas sobre as reais intenções dessa patota.

janeiro 31, 2007

Estudo e higiene

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Água

Deveríamos ter com o estudo a atitude que os iogues têm com os asanas. O iogue faz uma higiente completa antes da prática dos asanas. Ele jejua, urina, defeca, lava-se e então pratica os asanas, que são parte de um ritual de purificação que termina com meditação e pranayama.

Desde a escola existe a idéia de que o estudo é aquilo que nos permite chegar a algum ponto. No começo o estudo é um propósito em si mesmo: estuda-se uma disciplina porque ela é pré-requisito para estudar uma outra disciplina. Depois que uma década de estudos nos permitiram chegar à universidade, estuda-se para adquirir um bom emprego (fama e dinheiro são conseqüências disso). Quando adquirimos um bom emprego, estudamos para mantê-lo ou para conseguir um outro, melhor do que o atual.

Não há problema em tomar o estudo como uma ferramenta. O problema é tomá-lo apenas e sempre como uma ferramenta, reduzindo o estudo a algo que permitirá ao sujeito “vencer num mercado globalizado e cada vez mais competitivo”. Para estas situações, higiene, respeito e mistério.

O estudo é para poucos. As pessoas não querem educação e cultura. Elas querem dinheiro e conforto. Elas querem os benefícios que a educação e a cultura podem trazer — e tanto melhor para elas se estes benefícios dispensarem a alta cultura e uma vida inteira de estudos.

É muito fácil, por exemplo, ler Aristóteles e escrever uma tese a seu respeito. Difícil é submeter-se ao crivo e às lições do Estagirita. A filosofia é usada hoje como tema de livros de auto-ajuda, mas raro é quem a utilize a sério, realizando uma higiene completa antes de manuseá-la, respeitando o legado de seus principais representantes e encarando seu mistério fundamental.

*

Preocupo-me, é claro, quando vejo a ignorância predominar, quando vejo o mundo ser conduzido por pessoas menos capazes do que eu. Contudo, já não vejo razões para brigar por isso. Pode-se discutir por justiça; com as palavras corretas a idéia de justiça pode ser compreendida por qualquer um. Desde que haja liberdade e desde que ela seja exercida com responsabilidade, não há razões para brigar. Tenho repetido a mim mesmo o seguinte conselho: deixe as pessoas em paz e vá estudar. Idéias não merecem briga, merecem estudo e trabalho.

Mesmo que venha a ruína total, mesmo que o céu se incendeie, eu penso que estas coisas acontecerão porque a maioria das pessoas assim as quis. Elas tiveram liberdade para escolher essa direção. E mesmo que eu sofra à revelia, é sempre bom ter fé e lembrar as palavras do Mestre: “O cavalheiro não permite que seus pensamentos devaneiem além do seu cargo” (Os Analectos, XIV.26)

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O sábio sabe fazer-se compreender, sabe defender suas idéias sem brigar, sabe demontrar os erros alheios. Como? Ele não toma seu ego como parâmetro. Ele sabe que sua vida desaparecerá em poucos anos. Ele será lembrado por ter agido com sabedoria e justiça, não por ter sido A ou B.

Por isso é bom deixar as contendas de lado, principalmente se o que está em jogo são apenas idéias; desenvolver a rara habilidade de dizer coisas neutras (porque em geral quem lê busca confirmar algo que já está cristalizado na própria alma); evitar as armadilhas do gosto (mas não se esquecer de que gosto se discute); rir-se das máfias ideológicas (porque elas merecem pouco além de chacota); e, sobretudo, recolher-se em meditação e estudo, todos os dias. “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai celestial” (Mt 5:48)

janeiro 23, 2007

De iogues e bundas-moles

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Existem muitas pessoas inteligentes que não dão a mínima para uma vida saudável. Eu abro o clássico “A luz do Yoga”, de B. K. S. Iyengar e encontro as seguintes palavras:

“O iogue crê que seu corpo foi-lhe dado pelo Senhor não apenas para o prazer, mas também para serviro a seus semelhantes em cada momento alerta de sua vida. (…) O iogue compreende que sua vida e todas as suas atividades são parte da ação divina sobre a natureza, manifestando-se e operando na forma humana. Seu corpo é um templo que abriga a Centelha Divina. Ele sente que negligenciar ou negar as necessidades do corpo e pensar nele como algo não-divino é negligenciar e negar a vida universal de que ele faz parte. As necessidades do corpo são as mesmas do espírito divino que vive através do corpo. (…) O iogue nunca negligencia ou moritifica o corpo ou a mente; ele cuida de ambos. Para ele, o corpo não é um obstáculo para sua libertação espiritual, nem a causa de sua queda, mas um instrumento de aperfeiçoamento. Procura ter um corpo tão forte quanto um raio, saudável e livre de sofrimento, de modo a dedicá-lo ao serviço do Senhor.”

Alguma dúvida?

Sim, existe a geração saúde, uma categoria de pessoa que não se contenta em comer alimentos integrais e praticar exercícios dezessete vezes por semana. É necessário ir além, conquistar mais adeptos e aumentar a legião de pessoas maravilhosas que têm 5% de gordura no corpo e que não sabem o que são o álcool e a nicotina. Muitas dessas pessoas simplesmente não reconhecem que são viciadas em serotonina.

É claro que cada pessoa é livre para cuidar da própria vida como quiser — o que pode incluir, conforme a vontade do freguês, o uso de drogas e a manutenção de modos de vida degradantes. Mas a reafirmação da liberdade é uma forma gentil de exigir responsabilidade de pessoas bem crescidas.

Você é livre para fazer o que quiser. O mau uso da liberdade não o isenta das seguintes responsabilidades: i) as conseqüências do seu exercício de liberdade devem limitar-se a si próprio, ao contrário do sujeito que bebe todas e vomita no colo do amigo ao lado; ii) reconhecer-se como princípio e fim deste exercício, lembrando sempre que tudo o que lhe acontece é conseqüência de seus hábitos.

Soa óbvio, mas é bom dizer isso com todas as letras. Há pessoas demais que se entregam aos vícios, maltratam o corpo e esperam todo tipo de apoio das pessoas ao redor — financeiro, legal ou moral. Elas se vêem como campeãs da liberdade e crêem que merecem não apenas o apoio da sociedade, mas também medalhas e reverência. Não passam de bundas-moles. Nada mais abominável do que ser corajoso para atos abomináveis e ser um bunda-mole para todo o resto.

janeiro 22, 2007

Faça downgrade

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Eu não chego a ser um geek — faltam-me o tempo, a inteligência e a dedicação para me tornar um –, mas sinto que aquela curiosidade que caracteriza o personagem existe em mim. Eu mudo constantemente os softwares que uso (não mudo o hardware porque isso exige dinheiro), busco sempre versões diferentes das que eu uso como forma de melhorar a performance de meu computador, independentemente daquilo que está na crista da onda.

Minha sacada mais recente (sacada para mim, é claro) é o downgrade. Como o próprio nome diz, o downgrade é o contrário do upgrade. Significa retroceder, desatualizar, buscar versões antigas de softwares. Claro que não há muita lógica em fazer downgrade no hardware. O interessante do downgrade é você rodar em seu computador versões antigas de programas atuais.

O que há de bom nisso? Imagine rodar em seu Pentium 4 um AutoCAD 14 ou um Corel 7. O computador ficará mais rápido e mais leve, liberando capacidade de processamento e megabytes que podem ser utilizados com coisas mais importantes. Eis a graça.

Claro que nem todo programa permite downgrade; não faz sentido, por exemplo, usar versões antigas de um antivirus. Navegadores também exigem versões atuais para que todos os recursos recursos dos sites atuais (como este que você está lendo) possam ser vistos. Mas qual a diferença, por exemplo, entre usar o novíssimo Office 2007 e a versão 97? Se você é um usuário doméstico, que o utiliza apenas no maximo para escrever cartas e trabalhos escolares, não há diferença. Você não precisa do Office 2007, assim como não precisa do Photoshop CS3, do Corel X3 ou do Windows Vista, a coqueluche deste ano. A questão é: do que você precisa? Responda a pergunta com sinceridade e você perceberá a quantidade de porcarias que se acumulam em seu PC. PCs também sofrem de obesidade mórbida; a diferença é que neles é mais fácil eliminar a doença.

Não é necessário ter um computador espartano. Computadores podem ser bonitos e divertidos, mas o que o Windows Vista propõe parece ser estratégia para alguém vender mais PCs, apenas para citar um exemplo. Mas, no meu caso, a performance do PC vem antes da beleza e da diversão.

Para quem tiver interesse em obter versões antigas de alguns programas atuais, o File Hippo é um bom acervo de softwares. Cada software tem disponível pelo menos as duas ou três últimas versões. Lá é possível encontrar, por exemplo, o OpenOffice 1.0, o MSN Messenger 6.2 e o ACDSee 7 (visualizador de imagens). Foi lá, por exemplo, que pude desistir da versão 3.0 do Skype e retornar à versão 1.2, que já tem mais recursos do que eu costumo utilizar. Com uma boa pesquisa, versões mais antigas de outros softwares podem ser facilmente encontradas. Seu PC agradece.

janeiro 20, 2007

Fight!

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Parlamento de Taiwan:

Taiwan
PIB per capita: US$25.300
IDH: 0,91 (27º)
Analfabetismo: 3,9%
Desemprego: 4,5%
Mortalidade infantil: 6,4/1000 nascimentos

Parlamento do Brasil (Senado):

deputados1.jpg

Brasil
PIB per capita: US$8.584
IDH: 0,792 (69º)
Analfabetismo: 13,6%
Desemprego: 11,5%
Mortalidade infantil: 29,61/1000 nascimentos

(Fonte: Answers.com)

janeiro 18, 2007

Ritos tibetanos

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Reli recentemente o livro “A Fonte da Juventude”, de Peter Kelder. É um livro estranho. O autor conta a história de um certo Coronel Bradford, que teria vivido no Tibet no início do século XX e lá teria descoberto o segredo da Fonte da Juventude. Este segredo seriam os cinco exercícios tibetanos — ou ritos tibetanos, tais como praticados pelos lamas para melhorar a saúde e desenvolver a força física.

Os exercícios são simples. Embora sua origem seja desconhecida, percebe-se que eles são adaptações dos asanas do Hatha Yoga. De um modo geral, cada rito consiste num movimento que alterna dois asanas do Yoga, como explicarei a seguir. Leia na íntegra >>

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