megaphone

O problema, todo ele, é que você não sabe. Você não sabe nada, ou sabe muito pouco, o que é sempre insuficiente. Mesmo assim você acha.

Você acha que o governo é ruim, ou acha que ele é bom, porque leu em algum lugar, porque ouviu falar, porque um amigo seu lhe disse. Você acha que está ganhando pouco ou acha que está sendo explorado, porque há cada vez mais mês no fim do salário. Você acha que aquele sujeito não presta. Você acha que os católicos são cabeças-duras. Você acha que a culpa é da zelite. Você acha que os EUA querem dominar o mundo. Você acha um monte de coisas, mas não sabe.

Você pode estar certo em algumas destas opiniões, mas a validade de sua opinião é uma coincidência fortuita e você também não sabe disso. Você acha que sua opinião é importante e que ela tem valor como testemunho objetivo da realidade, mas você não sabe nem mesmo que não sabe.

E — o horror — você não sabe a diferença entre achar e saber.

A realidade, para você, é o trajeto de sua casa para o trabalho, jornais e revistas, o noticiário na TV, a previsão do tempo para amanhã, planos embolorados, o cesto de roupas sujas e o preço do sabão em pó — e você continua achando.

Quem realmente sabe de algo tem uma certa vergonha higiênica de ter opiniões. Ter uma opinião significa pisar no lodaçal de conjecturas em que as gentes se acostumaram a viver. É sempre melhor não as ter. E viver limpo.

“Nós precisamos criar, nós precisamos fazer contribuições novas. Para isso não precisamos renegar o passado. Temos que aproveitar o que nele há de positivo para, com aquilo de grande que os antigos nos legaram, construir alguma coisa de maior para a humanidade. Nós temos que nos superar e não ficar apenas substituindo, porque as substituições têm sido um dos grandes males da humanidade. Nós temos que reunir, nós temos que cooperar, juntar ao patrimônio antigo aquilo que de valioso nós pudermos oferecer para a humanidade.”

Clica aqui para ouvir gravações em áudio de aulas de Mário Ferreira dos Santos, um dos grandes filósofos do séc. XX. Imperdíveis.

(dica do Rafael Alves e d’o expressionista Diogo Chiuso — a estes amigos, muito obrigado)

maio 30, 2007

Herdeiros de Saddam

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estrela do PT

PT e Partido Ba’ath, tudo a ver.

maio 29, 2007

Bandalheira 2

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Alguns mais iguais que os outros

Cotas raciais na UnB aprovam um gêmeo idêntico e barram outro — (…) Essas fotos são anexadas na ficha de inscrição e passam pela avaliação de uma banca, que vai decidir quem é e quem não é negro.

Não bastasse a estupidez do racismo institucionalizado nas universidades públicas brasileiras com o programa de cotas, agora a negritude é definida por uma banca universitária. Pelo ocorrido, vê-se que são muito criteriosos.

E assim chafurda a universidade brasileira.

maio 29, 2007

Bandalheira

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reitoria da usp ocupada

Reitoria da USP invadida e ocupada há quase um mês. Suspensão das aulas em diversas faculdades da USP. Desobediência às decisões do governador e de juízes. Tudo isso por iniciativa de “estudantes” cuja formação é sustentada com dinheiro público e que supostamente serão a elite pensante deste país.

Eles aproveitam a invasão para trazer de volta a campanha por eleições diretas para reitor. O que essa patota está pensando? Que a universidade é uma democracia?

Que tal colocar um tanque para circular pela Cidade Universitária, só para eliminar certas dúvidas que sustentam a oratória do movimento “estudantil”?

saiho-ji garden

Um passeio pelos 24 principais jardins do Japão, aqui.

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