setembro 30, 2007

Música para o domingo

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jean pierre rampal

Instrumentos de sopro

Wynton Marsalis ganhou fama no Jazz. Mas a formação erudita do trompetista logo veio à tona em execuções primorosas de concertos para o instrumento, principalmente barrocos. Aqui o músico interpreta o rondó do concerto para trompete de Hummel, compositor austríaco contemporâneo de Beethoven.

De Mozart, o primeiro movimento do concerto para clarineta K.622, uma de suas últimas obras e o primeiro movimento do concerto para flauta nº1, K.313.

De Bach, a famosa Badinerie da Suite orquestral BWV1067 e a íntegra da sonata para cravo e flauta BWV1020 — esta com Jean Pierra Rampal, considerado o maior flautista do séc. XX.

Quem não conhece o fagote pode estranhá-lo no começo. Embora menos famoso do que a flauta e o trompete, há diversos concertos para esse instrumento. Vivaldi compôs 39. Um deles é o concerto em mi menor, RV484.

Para encerrar, o primeiro movimento de um dos quintetos para piano e instrumentos de sopro de Beethoven.

setembro 30, 2007

Consciência limpa

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setembro 29, 2007

Impagável

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Castelo Branco

“O último grupo político que pensou estrategicamente no país foram os militares durante a ditadura. Todo o resto agiu emergencialmente pensando nas eleições que estavam por vir ou na água que estava batendo na bunda.” — Bernardo Carvalho, do RTFM.

Comentários? Choramingos?

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A propósito disso, vale a pena ler este artigo.

setembro 26, 2007

Calvície ideológica

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mullets
Eles têm. Eu não tenho.

Eu deixei de criticar os penteados alheios quando percebi que estava ficando careca. Eu penso comigo “ele tem, eu não tenho” e, por mais ridículo que um corte de cabelo possa parecer, sei que é sempre melhor ter cabelos e ter a opção de deixá-los ridículos (ou não) do que simplesmente não ter cabelos.

Os discursos antiamericanos, anticapitalistas ou anti-elitistas são parecidos com as minhas antigas críticas às pessoas dotadas de vastas cabeleiras. As pessoas criticam objetos ou modos de vida que desconhecem, que nunca tiveram e que nunca terão, mais ou menos como eu criticava os penteados alheios sem perceber (ou admitir) que estava ficando careca.

Há, sem dúvida, certos aspectos do modo de vida norte-americano que eu não invejo. O mesmo posso dizer do capitalismo, que, tomado ele próprio como código moral (em vez de basear-se em códigos morais sólidos), pode levar a sociedade à ruína. E as elites, tais como se mostram no Brasil, raramente se preocupam em dar exemplos de ética.

Mas existem lições que a maioria dos críticos ainda não aprendeu.

Você critica o capitalismo, mas sugere (às vezes sem rodeios) que a solução é a estatização da economia. Você critica os EUA, mas propõe que esse país seja pilhado por uma espécie de governo mundial liderado pela ONU (aka esquerdismo mundial). Você tem aversão às elites, mas, além de mal conseguir pagar as próprias contas, pretende que o governo patrocine a sua miséria (questões de gosto à parte).

Em outras palavras, você não fez a lição de casa. Os EUA, os capitalistas e as elites fizeram. Se eles precisam melhorar, imagine você, que não tem um país organizado, não tem livre mercado e não tem dinheiro. É por isso que você deve calar a boca.

pinky e cérebro
Cérebro também quer um mundo melhor.

Leia na íntegra >>

setembro 23, 2007

Música para o domingo

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Madredeus

Silêncio

Adeus

O pomar das laranjeiras

A paisagem que aparece nos três clipes é de verdade. São trechos do vídeo “Os Açores de Madredeus”, documentário de 1995, que vale a pena ser visto na íntegra e que dá vontade de conhecer os Açores.

Haja o que houver, a canção mais romântica de todos os tempos. Ao vivo, de um show em Belgrado.

O sonho

Alfama
Esta música é parte do filme “O Céu de Lisboa”, de Win Wenders. A trilha sonora do filme tornou-se o álbum “Ainda”, toda ela realizada pelo Madredeus. Maio maduro maio também faz parte da trilha.

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Este post só foi possível (e, afinal, foi feito a quatro mãos) graças à minha Tamara, a quem agradeço de todo coração.

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