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Hoje a internet ficou um pouco mais burra. O Expressionista acabou, depois de 11 anos de história.
No editorial de encerramento, o fundador e editor-chefe Diogo Chiuso informa os leitores das dificuldades de conciliar responsabilidades pessoais com a condução do jornal e faz menção ao desentendimento recente com o jornalista Janer Cristaldo, um dos colaboradores d’O Expressionista, que poucos meses antes havia sido expulso do Mídia Sem Máscara.
Comecei a colaborar com O Expressionista em 2000, época em que o jornal era bastante acessado e mal havia os recursos informáticos que existem hoje. Tudo era feito na unha pelo Diogo. Na época fui convidado por ele para escrever sobre ecologia e meio ambiente. Minha coluna tinha um nome simpático, que mantenho como uma das categorias deste site: eco-lógica.
Reconheço minha parcela de culpa no declínio d’O Expressionista, já que recentemente minhas colaborações foram bem irregulares. Independentemente disso, escrever para O Expressionista sempre me trouxe satisfação e orgulho. Fico triste com a notícia do fim, que já havia sido antecipada em conversa recente.
Ao meu amigo Diogo desejo boa sorte em sua nova fase e agradeço toda a confiança nestes anos de artigos, conversas e papos-cabeça. As conversas e os papos-cabeça continuarão, como ele já sabe. Os artigos, bem… ficam à espera do retorno d’O Expressionista.
janeiro 29, 2008
De como o espírito se curva
Arquivado em aflições, filosofice, longa-metragem | 1 comentário

Uma das coisas que eu mais gostaria de entender é por que o espírito se curva e se altera sem que nada de fato tenha acontecido. Quando digo “de fato” refiro-me a coisas que podem ser apreendidas com os sentidos, como quando chove e você sente a água no corpo, quando você vê dinheiro em sua carteira ou recebe elogios sinceros ou transpira intensamente depois de correr uma distância que você jamais correra.

O que impressiona e encanta é a capacidade de ser aquilo que se se faz, de manifestar por si só aquilo que se é e os hábitos e fazeres e rituais que constróem sua personalidade.
Eu não vejo como a arquitetura pode levar a esse tipo de manifestação. A arquitetura não é arte, mas processo — dos croquis até a obra pronta, quantos capítulos. A arquitetura não é obra de gênio, mas de grupos — pense em Niemeyer escultor e seu mecenas; ou em Niemeyer arquiteto e seu calculista.
Relação diferente entre obra e criador há nas artes marciais, na dança e nas artes em geral, nos rituais de algumas religiões, na filosofia. Há ascese, há sentido, há genialidade (mesmo que apenas potencial) na medida em que o indivíduo se baste em si mesmo ao criar sua obra, na medida em que ele, sozinho, possa ser considerado artista, gênio, indivíduo pleno, completo e indiscutível.
Você não discutiria com Sto. Tomás de Aquino, com Fídias, com Bach ou com Morihei Ueshiba porque estamos falando de mestres indiscutíveis, mas porque aquilo que eles fizeram basta tanto quanto aquilo que eles foram. E porque, afinal, não se percebe neles nenhuma diferença entre ser e fazer.
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Original da imagem aqui.

É bem provável que este site tenha poucas atualizações entre hoje e o Carnaval. Eu vou até ali fazer umas coisas importantes e tentarei não demorar.
Caso não surjam novidades nesse período, por favor sirvam-se dos arquivos deste site.
Se deu preguiça de ler, vejam os papéis de parede.
Se sobrou energia para navegar, aproveite e também comente algum post que você achou interessante. Críticas destrutivas não são proibidas, porque é melhor do que não adicionar comentário algum, mas prefira as construtivas, claro.
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Por enquanto, deixo-vos com Confúcio:
“Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas”
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Original da imagem aqui.
O mundo padece de uma doença chamada perfeccionismo. É o perfeccionismo que dá origem a coisas deste tipo:

Você tem dúvidas de que quem fez isto esforçou-se com sinceridade para chegar lá, buscou incessantemente a perfeição em forma de carrinho de golfe, preocupou-se com cada centímetro dessas curvas, enfim, estava falando sério?
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Original da imagem aqui.

Sob o risco de me tornar irrelevante para 90% do mundo, assumi o compromisso de alienar-me completamente.
O começo foi brando como todo começo deve ser. Apaguei alguns bookmarks, abandonei o hábito de ler jornais todos os dias. Desliguei-me dos telejornais. Ok.
