E mais um papel de parede que veio do outro lado do mundo. Eu não me canso.
Jardins japoneses são feitos para a apreciação pura e simples, livre das ponderações da mente («que planta é aquela?», «quem é o paisagista?», «dá muita manutenção?»). Você olha, vê e se admira. Nada mais é necessário.
Clica na imagem para ampliar:
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O link de origem da imagem pode ser encontrada nela própria.

Joanna Newsom não tem pressa. Sabe compor. Sabe tocar harpa e cravo. E, a despeito do que dizem de sua voz aguda demais, também sabe cantar. Para saber o que é que eu estou tentando dizer, baixe e ouça Emily (arquivo grande, pois a música tem mais de 12 minutos) e veja-a tocando e cantando em Sawdust & Diamonds.
Se você consegue fazer algo com a mesma paixão e intensidade com que Joanna Newson faz música, considere-se feliz e realizado.

Duas ou três palavras sobre tecnologia:
Você pega uma faca para cortar um tomate. Naturalmente, você espera que a faca seja de boa qualidade e esteja afiada. Você começa a cortar o tomate e percebe que o corte não está lá aquelas coisas.
Por um descuido qualquer a lâmina escapa do tomate e atinge o seu dedo. Para sua surpresa seu dedo está intacto. Você agradece o fato do corte não estar lá aquelas coisas.
Se a lâmina estive perfeitamente afiada e a empunhadura fosse perfeita seu dedo poderia estar rolando no chão. Lâminas bem afiadas aumentam a eficiência no corte de legumes, mas também aumentam os riscos de você perder um dedo.
Talvez você argumente que a tecnologia é composta também por procedimentos adequados, não apenas materiais e objetos adequados. Neste caso, se você tivesse uma técnica impecável para o manuseio de facas, não haveria riscos para seus dedos, independentemente da faca.
As perguntas que surgem são:
– é possível assegurar que a tecnologia não se volte contra seus criadores pelas mãos deles próprios?
– quem tem uma técnica impecável?
Estas perguntas tornam-se ainda mais pertinentes se as aplicarmos a assuntos como meio ambiente, desenvolvimento e sustentabilidade e a resposta mais freqüente a elas é a idéia de que devemos tratar estes assuntos com mais cuidado. Eu, pessoalmente, acho que estes assuntos e todos os discursos que se erguem em torno deles são uma desculpa para a inevitabilidade dos cortes nos seus dedos.

Se fumaça intensa e rios poluídos, violência urbana, trânsito e congestionamentos e guerras e conflitos entre países não bastam para dizer que tudo está errado, nada bastará. As pessoas continuam vendo ciscos nos olhos alheios e ignorando traves nos próprios olhos.
Não digo com isso que é necessário isolar-se, alienar-se, abdicar da vida em sociedade, mas conscientizar-se de que o papel social do indivíduo resolve-se mais no trabalho diário e isolado do que em um grupo especialmente dedicado a ser e a ensinar a ser socialmente responsável. Consciência e respeito à vocação é que definem «papéis sociais» e «responsabilidade social», não o contrário.
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Aliás, perde-se tempo demais com ninharias. Os avanços da medicina podem ser um exemplo de como as coisas deveriam ser: há um problema, há uma pesquisa para encontrar uma solução, encontra-se a solução, aplica-se a solução a quem precisa dela. Não há discussões sobre o custo social da medicina, sobre a responsabilidade social do grupo de médicos que inventou a técnica. Naturalmente, essas coisas acontecem assim porque a medicina incluiu desde cedo um certo apreço pela realização de um bem e fixou essa meta dentro de seu campo de conhecimento.
A decadência de certas profissões começa quando os profissionais deixam de lado esse apreço pela realização de um bem. A partir daí a profissão declinará (pois perderá foco) assim como a própria prática do bem (que será tomada de assalto por uma horda de sujeitos bem intencionados e ao mesmo tempo incapazes de encontrar soluções, porquanto estão apenas «querendo realizar o bem» e não realizando o bem através de suas profissões).
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Original da imagem aqui.
fevereiro 24, 2008
Esquerdismo, uma explicação didática
Arquivado em longa-metragem, schizo | 3 comentários

Muitas pessoas, talvez ainda movidas pelas maravilhas ouvidas nas aulas de OSPB na 8ª série, admiram o socialismo e o comunismo e não sabem exatamente por quê. Não as culpo. Quem ouve o discurso apaixonado de um professor do ensino fundamental ou mesmo de um professor doutor de uma universidade sai da aula fortemente convencido de que o comunismo é uma coisa supimpa. Se ele é utópico como todos dizem, então fiquemos com o socialismo e vamos implantá-lo já, de uma forma que fará inveja aos fantasmas de Stálin, Lênin e Mao. Mas vamos rápido que é pra ontem, antes que o capitalismo (selvagem, claro) acabe com tudo.
Graças ao Igor — cujo Dicionário Invertebrado merece muitas visitas — pude descobrir que o layout que uso neste momento não funciona corretamente no Internet Explorer.
O Browser Webshots permite visualizar seu site em diversos navegadores e para minha surpresa o meu fica totalmente desalinhado no Internet Explorer (6 e 7). Em todos os outros navegadores não há qualquer problema.
Por isso, a quem usa Internet Explorer para acessar este site, peço paciência (e recomendo — vamos lá — que use o Opera ou pelo menos o Firefox).
Ao Igor, obrigado pela dica. A todos, muito obrigado pela paciência.
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Update (para não criar outro post pra falar do mesmo assunto, atualizo este que já existe): como podem notar, o site voltou ao que era antes. Não consegui resolver os problemas de compatibilidade dos dois temas que tentei instalar e o site está novamente funcionando sem problemas em todos os navegadores e em todas as resoluções de monitor (eu acho). Seja como for, peço aos mais pacientes a gentileza de me avisar de qualquer eventual problema. Aos que me acompanharam nestes últimos dias, agradeço a paciência e a atenção. E continuo recomendando a todos o Opera (v. acima), que foi o único navegador que rodou bem este site, independentemente do layout ou da resolução de monitor.

