
Valorizamos pouco as coisas que fazemos todos os dias, mas é graças a elas que chegamos até aqui, vivos e com alguma saúde. São simples e triviais, mas é de simplicidade e trivialidade que a vida é feita. Lavar a louça, colocar o lixo para fora, acordar e tomar café pela manhã, dormir à noite, trabalhar, ler, ouvir músicas.
Tomadas individualmente, torna-se difícil encontrar transcendência nessas atividades. Tomadas em conjunto, elas revelam o cumprimento de uma função maior, que ultrapassa a necessidade de ter louça limpa, ganhar dinheiro ou a diversão simples. Essa função é a própria existência. Não vivemos por razões maiores do que a própria vida e, se existe uma missão, ela consiste em mantermo-nos vivos da melhor forma possível, pelo maior tempo possível.

março 16, 2008