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– TekPix é uma câmera digital ruim de doer que custa menos de R$1,00 por dia. Fazendo as contas você descobre que isso é mais ou menos o dobro do que pagaria por uma câmera excelente, de marca consagrada. Pesquisando, você descobre a mesma câmera pela metade do preço anunciado na TV.

– O rapaz da propaganda diz que só bebe Brahma quem sabe beber. Como assim? Precisa fazer curso para encher a cara? Devo pedir ajuda ao Homer Simpson? A chave aqui é conferir uma aura de distinção e de superioridade a algo que qualquer idiota sabe fazer: abrir uma garrafa, colocar seu conteúdo num copo, bebê-lo.

– A moda agora é falar de valores mais humanos, de consumo consciente, de dar um tempo a si mesmo, de dedicar-se a coisas belas, mas esse discurso é usado para vender talheres e planos bancários. Você tem o dever de usufruir das coisas que conquistou, desde que guarde seu dinheiro no nosso banco e use os nossos talheres.

Pode-se argumentar que o controle remoto é o símbolo do poder de escolha do telespectador/consumidor, mas a porcaria é universal. Não há saída. Você muda de canal e tudo o que consegue é trocar o comercial de cerveja por um de automóveis, ou um daquela câmera digital vagabunda por um do irresistível conjunto de sofás Bartira, com letras explosivas e um locutor que só sabe berrar. A porcaria é universal. O desejo de enganar você também é. Se o desejo é o que move o consumo, a chave é criar a idéia de que você não está completo até adquirir um desses incríveis produtos.

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(Imagem obtida aqui)


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  • Comentários

    5 comentários to “Pegadinhas do consumismo na TV”

    1. Kiki on junho 6th, 2008 11:20 am

      Li em outro blog sobre a tal “TecPix” e comentei com a minha mãe sobre a qualidade dela e que muitos estavam jogando dinheiro fora e ela me disse que conhece alguém que tem essa câmera e a imagem é excelente… Como se minha mãe entendesse muito de imagem…

      já me peguei assistindo o BestShop e conclui que todos os apresentadores são simpaticos ao extremo, todos bonzinhos, com pinta de amiguinhos… Se conseguiu convencer a mim, imagina o

    2. Kiki on junho 6th, 2008 11:26 am

      Continuação, acho que só a metade foi…

      Se conseguiu convencer a mim, imagina o que não pensa os consumistas de verdade… Tudo apelo emocional. É muito fácil convencer que precisamos urgentemente daquele produto para sermos felizes.

      É uma pena que muitos não percebam que os produtos eletrônicos atuais não exigem apenas a primeira compra; exigem uma atualização frequente, sempre vamos querer comprar aquele mais modernoapassado e nas lojas terá um muito mais “legal” e pelo preço menor do que você pagou.
      Às vezes fico com vontade de renunciar a toda essa tecnologia, mas acho que uma liçãozinha eu aprendi: não, eu não preciso de um computador mais moderno. Eu tinha a crença que era preciso trocar o computador todo ano (para uso pessoal apenas). Acho que me viraria muito bem até com o primeiro que eu tive…

      Abraço

    3. Diogo Chiuso on junho 6th, 2008 9:01 pm

      A coisa ainda é pior quando a gente se dá conta de que qualquer produto no brasil custa em média duas vezes mais.

    4. Christian on junho 6th, 2008 9:55 pm
      Confesse: tendo isso em vista, «brasil», assim mesmo com inicial minúscula, foi de propósito, não? =D
    5. Thássius V. on junho 17th, 2008 5:59 pm

      E nem falamos do “jeitinho brasileiro”.

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