julho 10, 2008

Stasi

Arquivado em aflições, atualidades | 2 comentários

hannibal
O novo internauta, na visão extravagante do Senado brasileiro.

O projeto de lei do senador Eduardo Azeredo representa para a internet brasileira aquilo que a Stasi representava para a Alemanha Oriental. É o Estado policial em ação, com o argumento maravilhoso de proteger o cidadão dele próprio. Combater o tráfico, solucionar a incompetência policial e reduzir o número de homicídios que é bom, necas.

O assunto não é novo, o que demonstra que a estupidez às vezes triunfa pela teimosia e pela força, não pela exatidão ou pela justiça.

Detalhes podem ser obtidos aqui e aqui também. Vale lembrar que a lei foi aprovada no Senado e segue agora para a Câmara dos Deputados.

Se você quiser fazer sua parte — e continuar a ler este site ou qualquer outro sem que o Governo Federal interfira nisso —, POR FAVOR ASSINE ESTA LISTA.

.
Imagem obtida aqui.

maio 31, 2008

Eis o perigo

Arquivado em aflições, atualidades | 2 comentários


Sobre a recente aprovação da pesquisa com embriões humanos, destaco três itens que são preocupantes, em especial para aqueles que acham que a decisão do STF foi um gesto racional e excelente em nome da ciência.

- Não existem evidências suficientes de que a pesquisa com embriões humanos possa vingar como desejam os cientistas. Muitos argumentam que esse desconhecimento se deve à própria proibição do uso de embriões humanos em pesquisas, por isso passemos ao próximo item.

- Aprovou-se o uso de embriões humanos sem que se chegasse um consenso a respeito do que eles são — seres humanos ou matéria-prima para laboratórios — ou se sua condição é definida pelos apelos da grita científica ou do populacho. Isto, obviamente, cria um precedente importante para a legalização do aborto. Na dúvida sobre o que é o embrião humano, como citado anteriormente, prefere-se eliminá-lo em nome da ciência. Vale relembrar isto:

Stricto sensu, uma nova vida humana se inicia no momento em que o óvulo é fecundado. O estabelecimento de qualquer limite dentro da escala que vai do óvulo recém-fecundado até o bebê recém-nascido significa criar espaço para que esse limite seja deslocado de acordo com os argumentos mais imbecis — como distinções léxicas. Um feto é um feto e um bebê é um bebê, mas todos são seres humanos dentro de uma escala que vai do óvulo fecundado até o indivíduo idoso. (link)

- O STF aprovou a pesquisa com embriões humanos sob condições específicas (por exemplo, o embrião deve ser inviáveis e os pesquisadores precisam da aprovação do casal que gerou o embrião). Para garantir que essas condições sejam respeitadas, o STF exige a criação de um órgão fiscalizador, compromisso já assumido pelo Governo Federal. Resta saber que tipo de fiscalização pode ser realizada por um governo que em outras esferas já provou ser incapaz de cumprir a lei e agir para proteger e dignificar a vida humana.

.
(Imagem obtida aqui)

rodin thinker ignorant

O ignorante pode causar danos maiores do que um criminoso. O criminoso não diz que seu gesto é correto, ele não se afirma como modelo de moralidade e civilidade, ele simplesmente comete o crime e sabe que está sujeito às penas da lei e à força da Justiça. Talvez o ignorante não cometa crimes, mas tem o physique du rôle para cometer atrocidades muito maiores do que aquelas que ele mesmo repudia. Ele comete erros e aposta na própria retidão. Ele desrespeita as leis e vê nisso um modelo a ser seguido. Ele acha que ordem é falta de liberdade e, por isso, se acha oprimido. É o ignorante que afaga a cabeça do criminoso quando este está sendo justamente cobrado por seus atos. Se encararmos cada pessoa como um exemplo de conduta, não é difícil perceber que o lugar do ignorante é no fim da lista. Ele comete erros com a firme convicção de que está agindo certo e fazendo um bem para a sociedade, quando a realidade é exatamente o contrário disso.

Alguns exemplos podem deixar as coisas mais claras.

Leia na íntegra >>

março 29, 2008

Requisitos

Arquivado em aflições, política | 3 comentários

lula

Por falar em pérolas legislativas, alguém me explique algo que nunca entendi.

O preenchimento de vagas para o serviço público, por mais desqualificado que ele possa parecer, exige escolaridade mínima e um concurso que ateste o preparo do candidato. Quer varrer ruas? Preste o concurso, demonstre que estudou, mesmo que o seu cérebro só seja usado para escolher a vassoura mais adequada e para contar o salário no fim do mês. Dependendo do cargo pretendido, exigirão que você conheça toda a legislação municipal relacionada a ele.

Leia na íntegra >>

março 28, 2008

Pérolas legislativas

Arquivado em aflições | 3 comentários

justiça

Se um farmacêutico vender um medicamento vencido a um cliente — seja qual for a razão do erro —, ele será enquadrado na lei de crimes hediondos, que inclui penas pesadas cumpridas integralmente, sem direito à fiança. Se esse mesmo farmacêutico perceber o erro a tempo de sacar uma arma e matar o cliente, ele, sendo réu primário, pode aguardar julgamento em liberdade, tem direito a fiança e, se condenado, receberá uma pena mais leve que aquela que receberia no primeiro caso.

O maior de idade que for pego no amasso com uma garotinha de 14 anos — por mais «necessitada» que a jovem esteja e por menos «inha» que ela seja — será enquadrado na lei de crimes hediondos. Se esse mesmo sujeito resolver matar a mocinha, ele, como o farmacêutico, terá direito a fiança, julgamento em liberdade e, condenado, terá uma pena menor do que teria se fosse pego aos beijos com a menina.

Nos dois casos, desatenção e excesso de libido recebem o mesmo tratamento de seqüestros, latrocínios e terrorismos.

.
Original da imagem aqui.

março 28, 2008

The same old crap

Arquivado em adagio, aflições, asneiras | Comente

golden toilet

Pobres das idéias que são valorizadas pela força com que são defendidas — como se um cofre ou uma caixa de ouro fizessem com que a merda lá dentro deixasse de ser merda. Ênfase é um troço triste.

.
Original da imagem aqui.

Página seguinte →