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	<description>Quase todo dia uma nova quimera</description>
	<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 14:41:05 +0000</pubDate>
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		<title>Carro de som para prefeito</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Aug 2008 14:41:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ilhabela]]></category>

		<category><![CDATA[longa-metragem]]></category>

		<category><![CDATA[política]]></category>

		<category><![CDATA[eleições-2008]]></category>

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		<description><![CDATA[*

Isto sim é que é carro de som bão.
Tento descobrir a lógica oculta sob carros de som, muros pintados e panfletos que emporcalham as ruas. O esforço é vão, porque essa lógica é semelhante àquela outra, não menos misteriosa, que leva algumas pessoas a estourar fogos de artifícios quando um navio se vai, a abrir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.tudonahora.com.br/noticia.php?noticia=8095">*</a><br />
<img src="http://img99.imageshack.us/img99/3852/c0104072b03173f2d73e588zl3.jpg" alt="carro de som" /><br />
<font size="1"><em>Isto sim é que é carro de som bão.</em></font></p>
<p>Tento descobrir a lógica oculta sob carros de som, muros pintados e panfletos que emporcalham as ruas. O esforço é vão, porque essa lógica é semelhante àquela outra, não menos misteriosa, que leva algumas pessoas a estourar fogos de artifícios quando um navio se vai, a abrir o porta-malas de um carro para que todos ouçam o som que vem dali e a acelerar forte uma moto barata de escapamento aberto em plena madrugada. É a lógica da melancia no pescoço, que diz que a melhor forma de conseguir algo que se deseja é fazer barulho, chamar a atenção, mostrar-se mesmo que de formas ridículas.</p>
<p>Se essa lógica se mostra impenetrável em meses normais — porque eu acho que nunca vou entender motociclistas e fogueteiros —, no período eleitoral ela ganha alguns flancos a partir dos quais seria possível (eis minha esperança) compreendê-la, expugná-la e bani-la deste arquipélago.</p>
<p>Eu começaria perguntando ao eleitor se ele votaria em candidato que faz circular pelo município um carro de som a pleno volume 18 horas por dia. Jingles publicitários são lamentáveis; quando somados a uma mensagem política ao estilo “ruim por ruim, vote em mim”, tornam-se patéticos. Se considerarmos ainda que esses carros de som têm potência suficiente para fazer os jingles se sobreporem às nossas vozes, invadindo nossas casas e interferindo no sossego habitual à maioria dos bairros de Ilhabela, então colocamo-nos a pensar em como serão as coisas a partir de 2009. Se o cara faz isso enquanto é candidato, imagine se for eleito.</p>
<p>O mais triste é que a maioria dos candidatos recorreu a estratégias de marketing surradas, caquéticas, ultrapassadas e — pior de tudo — danosas. É natural que os candidatos queiram destaque e se esforcem (com ou sem melancias no pescoço) para estar sempre em evidência; falem bem ou falem mal, mas falem deles. Eu, ingenuamente, sempre achei que o período eleitoral fosse época especial para os candidatos mostrarem algo além de boas (e barulhentas) intenções. Infelizmente a maioria mostra isso apenas no papel e no discurso, em programas de governo, palanques, entrevistas e debates, deixando em segundo plano a possibilidade de mostrar suas capacidades onde elas efetivamente serão úteis e necessárias: no dia-a-dia da cidade, no contato direto com os problemas do município — algo que nada tem a ver com o corpo-a-corpo com os eleitores.</p>
<p>Os quatro candidatos à Prefeitura já ocuparam cargos públicos no município e podem (devem) ser avaliados com base no que fizeram quando estavam lá. Eles esperam também ser eleitos com base no que pretendem fazer no futuro. Mas parece adequado considerar o que eles fazem hoje. Não me refiro aos sorrisos, aos apertos de mão e aos discursos diplomáticos. Refiro-me às ações. Hoje a atuação deles resume-se à candidatura, como se isto excluísse sua condição de cidadãos exemplares. Ilhabela precisa mais de exemplos do que de candidaturas, mais de cidadãos do que de candidatos, mais de ação do que de discurso, buzinaço e panfletagem.</p>
<p>Trata-se de desde cedo tratar com rigor quem pretende administrar a cidade e ser bem pago por isso. O mesmo tratamento deve ser dado aos candidatos à Câmara Municipal. Embora menos barulhentos e às vezes até discretos, a única diferença entre estes candidatos e os candidatos à Prefeitura é o orçamento da campanha. Pelas limitações naturais, o baixo orçamento os torna menos capazes de fazer barulho dentro de nossas casas e sujar calçadas. Todos, talvez com meia dúzia de exceções, estão impregnados da lógica da melancia no pescoço. Ilhabela não merece isso. Decibéis não deveriam eleger ninguém.</p>
<p>.<br />
<font size="1">Artigo publicado no jornal <a href="http://www.jornalcanalaberto.com.br">Canal Aberto</a> em agosto de 2008.</font></p>
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		<title>Música para o domingo</title>
		<link>http://gropius.org/2008/08/17/musica-para-o-domingo-24/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Aug 2008 03:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[música]]></category>

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		<description><![CDATA[*

Violoncelo
Mischa Maisky interpreta a Suite para violoncelo nº 1, BWV 1007, de Bach. Pense em violoncelo e invariavelmente esta música virá à cabeça.
Uma inusitada versão para violoncelo do Capricho nº 24, de Paganini, originalmente composto para violino. A partir da metade do vídeo, o solista está visivelmente esgotado&#8230;
Rodrigo é mais conhecido pelo Concierto de Aranjuez, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.musicwithease.com/cello-pictures.html">*</a><br />
<img src="http://img216.imageshack.us/img216/6430/cello6ez4.jpg" alt="cello"></p>
<p><strong>Violoncelo</strong></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=S6yuR8efotI">Mischa Maisky interpreta a Suite para violoncelo nº 1, BWV 1007, de Bach</a>. Pense em violoncelo e invariavelmente esta música virá à cabeça.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=vdwgz98d_6I">Uma inusitada versão para violoncelo do Capricho nº 24, de Paganini</a>, originalmente composto para violino. A partir da metade do vídeo, o solista está visivelmente esgotado&#8230;</p>
<p>Rodrigo é mais conhecido pelo Concierto de Aranjuez, para violão e orquestra. Aqui você pode ver e ouvir um trecho de seu quase desconhecido <a href="http://www.youtube.com/watch?v=EA82Wcvy5O0">Concerto para violoncelo</a>, com Julian Lloyd Webber como solista. O espírito alvissareiro deste concerto é muito parecido com o do Concierto de Aranjuez.</p>
<p>Quase burocraticamente obrigatório no repertório do instrumento, o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=L5C99JyP2ns">concerto para violoncelo de Elgar</a> (aquele da &#8220;Pompa e Circunstância&#8221;), com a interpretação majestosa de Jacqueline Du Pré.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=GchB9unYkOE">A sonata para violoncelo e piano de Beethoven</a> (não consegui identificar qual delas) é interpretada aqui por Leonard Rose e ninguém menos que Glenn Gould ao piano. O violoncelo é correto. O piano, bem&#8230;, vejam e tirem suas próprias conclusões. Gould é o rei dos trejeitos.</p>
<p>Dois mestres interpretam o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vnZxfmKPEVo">primeiro movimento da sonata nº5 para violoncelo e piano de Beethoven</a> &#8212; Richter e <a href="http://gropius.org/2007/04/28/mstislav-rostropovich-1927-2007/">Rostropovich</a>.</p>
<p>*<br />
Bonus:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_1YsFgDaEeo">Cello Song</a>, de Nick Drake, não é propriamente uma música para violoncelo, mas o instrumento está lá, adicionando doçura e substância à poesia e à voz sussurrada do genial anglo-birmanês.</p>
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		<title>Sem título</title>
		<link>http://gropius.org/2008/08/14/sem-titulo/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 11:00:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[geral]]></category>

		<category><![CDATA[aniversário]]></category>

		<category><![CDATA[frases]]></category>

		<category><![CDATA[idade]]></category>

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		<description><![CDATA[(Clica para ampliar)
Quanto mais envelheço, mais desconfio da velha máxima de que a idade traz a sabedoria.
Henry Louis Mencken
Ninguém ama tanto a vida como o homem que está a envelhecer.
Sófocles
Quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece.
Franz Kafka
Para o ignorante, a velhice é o inverno da vida; para o sábio, é a época [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://img228.imageshack.us/img228/4471/birthdayej4.jpg" target="_blank"><img src="http://img32.picoodle.com/img/img32/3/8/13/f_birthdaythm_3a24227.jpg"></a><br />
<font size="1">(Clica para ampliar)</font></p>
<p><em>Quanto mais envelheço, mais desconfio da velha máxima de que a idade traz a sabedoria.</em><br />
Henry Louis Mencken</p>
<p><em>Ninguém ama tanto a vida como o homem que está a envelhecer.</em><br />
Sófocles</p>
<p><em>Quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece.</em><br />
Franz Kafka</p>
<p><em>Para o ignorante, a velhice é o inverno da vida; para o sábio, é a época da colheita.</em><br />
Talmude</p>
<p><em>De todos os inconvenientes da idade, a experiência não é o menos importante.</em><br />
Georges Bernanos</p>
<p><em>Os defeitos do espírito aumentam com a idade, tal como os do rosto.</em><br />
La Rochefoucauld</p>
<p><em>Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?</em><br />
Confúcio</p>
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		<title>Lemas</title>
		<link>http://gropius.org/2008/08/12/lemas/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 15:33:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[adagio]]></category>

		<category><![CDATA[sapiens]]></category>

		<category><![CDATA[eudemonismo]]></category>

		<category><![CDATA[lao tzu]]></category>

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		<category><![CDATA[sabedoria]]></category>

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		<description><![CDATA[*

&#8211; Encontrar algo que lhe faça bem e que lhe proporcione prazer, que faça bem às outras pessoas e que você possa e queira fazer por toda a vida.
&#8211; Pensar em qualquer coisa, desde que a mente saiba quem manda em quem. Falar apenas coisas boas. Pensar é filosofia, meditação e autoconhecimento. Falar é sociabilizar-se, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/partyof5/306533029/">*</a><br />
<img src="http://img93.imageshack.us/img93/706/wisdomeh8.jpg" alt="sabedoria" /></p>
<p>&#8211; Encontrar algo que lhe faça bem e que lhe proporcione prazer, que faça bem às outras pessoas e que você possa e queira fazer por toda a vida.</p>
<p>&#8211; Pensar em qualquer coisa, desde que a mente saiba quem manda em quem. Falar apenas coisas boas. Pensar é filosofia, meditação e autoconhecimento. Falar é sociabilizar-se, interagir, conquistar, compartilhar e oferecer. </p>
<p>&#8211; Não é necessário começar pelo corpo, desde que se reconheça sempre e em tudo que se faz a dimensão física presente em todas as coisas. &#8220;De dentro vem o que por fora se revela&#8221; (Lao Tzu).</p>
<p>&#8211; Prazer é um indicador, não a base de um código moral. Quando uma pessoa defende as benesses do hedonismo, tente descobrir nela as seqüelas de uma vida de excessos &#8212; invariavelmente você as encontrará.</p>
<p>&#8211; Não há problemas em não estudar. Nem todos precisam entender de filosofia ou geopolítica. O problema está em não evoluir. O problema está em não conhecer um pouco mais a própria natureza a cada dia e não se reconhecer hoje como alguém menos burro do que ontem. Para isso honestidade e a consciência das vantagens de evoluir &#8212; isto é, a certeza de que ser bom é bom e de que você está longe de ser suficientemente bom.</p>
<p>&#8211; A sabedoria se expressa de diversas formas. Mas há muito mais formas pelas quais ela se cala.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Disclaimer</title>
		<link>http://gropius.org/2008/08/09/disclaimer/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 03:45:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[asneiras]]></category>

		<category><![CDATA[amendoim]]></category>

		<category><![CDATA[aviso]]></category>

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		<description><![CDATA[*

(Imagem meramente ilustrativa)
Este site não contém traços de amendoim.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.geckoandfly.com/2007/09/15/funny-viarga-advertisement/">*</a><br />
<img src="http://img516.imageshack.us/img516/2557/viagraadvertisementfunnik2.jpg" alt="lol viagra" /><br />
<font size="1">(Imagem meramente ilustrativa)</font></p>
<p>Este site não contém traços de amendoim.</p>
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		<title>Em breve</title>
		<link>http://gropius.org/2008/08/07/em-breve/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 19:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[avisos]]></category>

		<category><![CDATA[atualização]]></category>

		<category><![CDATA[ausência]]></category>

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		<category><![CDATA[posts]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou viajando por uns dias, cumprindo diversas obrigações. Entre as mais burocráticas (porém necessárias), relatório de bolsa da pós-graduação e banca de qualificação.
Em breve retornarei e postarei algo além de avisos de que ficarei sem postar nos próximos dias.
Naturalmente, tenho algumas idéias anotadas no caderno, algumas (poucas) novidades e outras coisas a compartilhar. 
A todos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou viajando por uns dias, cumprindo diversas obrigações. Entre as mais burocráticas (porém necessárias), relatório de bolsa da pós-graduação e banca de qualificação.</p>
<p>Em breve retornarei e postarei algo além de avisos de que ficarei sem postar nos próximos dias.</p>
<p>Naturalmente, tenho algumas idéias anotadas no caderno, algumas (poucas) novidades e outras coisas a compartilhar. </p>
<p>A todos que continuam visitando este <strong>gropius</strong>, muito obrigado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cápsulas do tempo</title>
		<link>http://gropius.org/2008/07/30/capsulas-do-tempo/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 18:35:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[passatempo]]></category>

		<category><![CDATA[cápsula do tempo]]></category>

		<category><![CDATA[futuro]]></category>

		<category><![CDATA[nostalgia]]></category>

		<category><![CDATA[velharia]]></category>

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		<description><![CDATA[*

Quando eu era criança, algumas pessoas gostavam de fazer suas próprias cápsulas do tempo. Um jornal do dia, alguns objetos, fotos e outras coisas que pudessem transmitir ao seu eu futuro uma noção de como as coisas eram naquele tempo &#8212; tudo era reunido num pacote e enterrado ou guardado no fundo de uma gaveta. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ioffer.com/selling/19thcenturystamps?skw=old+us&#038;search_query=old+us">*</a><br />
<img src="http://img145.imageshack.us/img145/3594/7f831xj2.jpg" alt="carta antiga" align="left"></p>
<p>Quando eu era criança, algumas pessoas gostavam de fazer suas próprias <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Time_capsule">cápsulas do tempo</a>. Um jornal do dia, alguns objetos, fotos e outras coisas que pudessem transmitir ao seu eu futuro uma noção de como as coisas eram naquele tempo &#8212; tudo era reunido num pacote e enterrado ou guardado no fundo de uma gaveta. Os mais modestos faziam cápsulas para serem abertas 10 anos mais tarde. Outros as faziam pensando nas próximas gerações.</p>
<p>Os tempos mudaram e uma parte importante da vida de uma pessoa acontece na internet, à frente de um computador. Não ouço mais ninguém falar em cápsulas do tempo, mas novos recursos estão à disposição daqueles que quiserem se aventurar. Existem na internet diversos serviços desse tipo; destaco dois que não são específicos para esse fim mas que servem bem para enviar ao futuro informações sobre o passado.</p>
<p>Um é o webmail ilimitado, como o GMail e o Yahoo! Mail. Já faz alguns anos que tenho uma conta no GMail. São ao todo quase 10 mil emails acumulados desde 2005. Descontados as newsletters, as mensagens de listas de discussões e os emails impessoais, há registros de momentos importantes de minha vida. Mesmo não sendo um sujeito exatamente epistolar, do tipo que sempre envia um email a alguém falando dos fatos mais recentes e mais importantes, eu encontro nesse acervo informações que permitem contar minha própria história ao longo desse período. </p>
<p>Apenas para citar dois exemplos, entre 2004 e 2005 passei um ano morando na Baixada Santista. A experiência não deu certo como eu gostaria, embora estivesse fazendo aquilo de que mais gosto. Se e quando eu quiser, é relativamente fácil fazer uma busca nesse acervo de emails e encontrar minhas considerações, dúvidas, angústias e planos dessa época. Mais recentemente, em 2006, comecei a fazer mestrado, o que também gerou reações diversas &#8212; e muitas delas foram registradas em emails que mandei à minha amada e a meus amigos e amigas. </p>
<p>Nestes casos, a cápsula do tempo está pronta, bastando apenas escolher a palavra-chave que lha abrirá, conforme aquilo que você quiser saber sobre você mesmo.</p>
<p>Outro recurso para transmitir informações sobre o futuro são as agendas virtuais. Aqui, mais uma vez, Yahoo! e Google oferecem seus serviços &#8212; respectivamente, Calendar e Agenda. Google Agenda, por exemplo, permite agendar compromissos até 2050. Assim, é possível enviar para mim mesmo cumprimentos pelo meu aniversário de 77 anos, caso eu ainda esteja por aí em 2050. Eu posso dizer a mim mesmo algo que eu gostaria de ler daqui 10 ou 20 ou 30 anos. Resta saber se a internet não mudará completamente nesse período.</p>
<p>A diferença óbvia entre os emails e as agendas é que no caso dos emails você não escreve intencionalmente algo para ser lido no futuro, mas que será lido no futuro. No caso da agenda, é bastante simples compor uma mensagem breve (com anexos, imagens etc.) que será objetivamente direcionada para a leitura futura. As intenções mudam, mas o resultado é o mesmo: nos dois casos, você, no futuro, entrará em contato com quem você era no passado. Ainda que a maioria das pessoas sequer pense em quem elas são hoje, lembrar que há recursos simples e acessíveis que viabilizam esse autoconhecimento pode mudar isso.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Poluição sonora</title>
		<link>http://gropius.org/2008/07/25/poluicao-sonora/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 11:00:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[mau humor]]></category>

		<category><![CDATA[casas bahia]]></category>

		<category><![CDATA[poluição sonora]]></category>

		<category><![CDATA[publicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[(Clica para ampliar)
Se houver resposta, publicarei aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://img142.imageshack.us/img142/4149/casasbahiaot7.jpg"><img src="http://img142.imageshack.us/img142/1302/casasbahiathkp2.jpg" alt="casas bahia - sac" /></a><br />
(Clica para ampliar)</p>
<p>Se houver resposta, publicarei aqui.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Arquitetura e mau humor</title>
		<link>http://gropius.org/2008/07/24/arquitetura-e-mau-humor/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jul 2008 23:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[arquitetura]]></category>

		<category><![CDATA[mau humor]]></category>

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		<category><![CDATA[paisagem]]></category>

		<category><![CDATA[wright]]></category>

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		<description><![CDATA[*
&#8211; O bom arquiteto é aquele que ao menos vislumbra a possibilidade de não construir. Ainda que ele sempre conclua que é melhor construir &#8212; por razões que não vêm ao caso discutir agora &#8212;, ajuda muito se ele considerar a opção contrária. Explicações a seguir.
&#8211; O provérbio alemão diz: &#8220;Cala-te ou diz qualquer coisa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://img383.imageshack.us/img383/7031/119041018946f437cde1daakm0.jpg" alt="casa costeira"><br />
<a href="http://www.jornalcanalaberto.com.br/index.php?pagina=materias&#038;cod_editoria=3&#038;cod_materia=631&#038;palavrachave=faixa%20de%20marinha&#038;inicio=0">*</a></p>
<p>&#8211; O bom arquiteto é aquele que ao menos vislumbra a possibilidade de não construir. Ainda que ele sempre conclua que é melhor construir &#8212; por razões que não vêm ao caso discutir agora &#8212;, ajuda muito se ele considerar a opção contrária. Explicações a seguir.</p>
<p>&#8211; O provérbio alemão diz: <em>&#8220;Cala-te ou diz qualquer coisa melhor que o silêncio&#8221;</em>. Analogamente, em arquitetura é interessante que haja sempre a chance de não construir se a obra ou projeto não se mostram melhores do que a área que se pretende modificar. Se sua arquitetura não é capaz de tornar o lugar melhor, por que construir?</p>
<p>&#8211; A qualidade da arquitetura deve ser avaliada com base não apenas naquilo que ela é &#8212; porque um quarto sempre será melhor do que o relento para quem o habita &#8212;, mas também naquilo que ela propõe, modifica e ocupa. Um lugar nunca será o mesmo depois que recebeu uma nova casa; ela o modifica tanto quando é influenciada por ele.</p>
<p>&#8211; Com base no que foi dito até agora, não é heresia alguma dizer que a <a href="http://www.wright-house.com/frank-lloyd-wright/fallingwater-pictures/F1SW-fallingwater-in-fall.html"><em>Casa Kaufmann</em></a> (vulga <em>Casa da Cascata</em>) é uma obra de gosto duvidoso, beirando o cafona. É preciso ser muito cafona para olhar uma cachoeira e concluir que ela ficará melhor com algumas lajes de concreto e umas colunas de pedra. Alguém aí tem uma foto da cascata sem a <em>Casa da Cascata</em>?</p>
<p>&#8211; Uma casa deve tornar o entorno melhor e não apenas tornar-se melhor por causa dele. Apesar disso, o umbiguismo de arquitetos e engenheiros não leva em consideração o impacto de suas obras na paisagem; via de regra, toda casa com vista para o mar exige que o mar tenha vista para ela, na expressão muito precisa de um amigo atento aos micos construídos na cidade em que vivo. </p>
<p>&#8211; Séculos se passaram e boa parte da arquitetura continua se resumindo em fincar bandeiras e marcar territórios. Pode não ser um problema se pensarmos em lugares tenebrosos, como certos recantos da Grande São Paulo (à parte a discussão sobre os fatores que os tornaram tenebrosos), mas vendo <a href="http://ilhabela.blogspot.com/2008/06/faz-diferena.html">isto</a> começo a pensar que nem todos lugares precisam de bandeiras, construções ou gente.</p>
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		<title>Música para o domingo</title>
		<link>http://gropius.org/2008/07/20/musica-para-o-domingo-23/</link>
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		<pubDate>Sun, 20 Jul 2008 03:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christian</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[música]]></category>

		<category><![CDATA[egberto gismonti]]></category>

		<category><![CDATA[instrumental]]></category>

		<category><![CDATA[música brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[Egberto Gismonti

*
Música brasileira em sua melhor forma. Egberto Gismonti é um mestre comparável a Villa-Lobos. Saiba por quê:
Com o próprio mestre ao piano ou ao violão:
Sete Anéis, uma das melodias mais bonitas criadas por Egberto.
Salvador. Se alguém conseguir descobrir, diga-me quantos dedos Egberto tem.
Karatê &#8212; porque fazer música tem que ser divertido.
Maracatu. Aqui, preste atenção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Egberto Gismonti</strong></p>
<p><img src="http://img143.imageshack.us/img143/2583/egbertooldpost1image016rz7.jpg"><br />
<a href="http://loronix.blogspot.com/2006/06/egberto-gismonti-live-at-berlin.html">*</a></p>
<p>Música brasileira em sua melhor forma. Egberto Gismonti é um mestre comparável a Villa-Lobos. Saiba por quê:</p>
<p>Com o próprio mestre ao piano ou ao violão:<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=fQxxfyUXFFo">Sete Anéis</a>, uma das melodias mais bonitas criadas por Egberto.<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=rUngcKGE6II">Salvador</a>. Se alguém conseguir descobrir, diga-me quantos dedos Egberto tem.<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=m3jBpNj7qyM">Karatê</a> &#8212; porque fazer música tem que ser divertido.<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=3onCP23TWFo">Maracatu</a>. Aqui, preste atenção ao tempero dado ao piano.</p>
<p>Com outros intérpretes:<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=m3jBpNj7qyM">Água e Vinho</a>, em arranjo maravilhoso para dois violões.<br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=b7PDkLLsR9k">Frevo</a>, uma das obras mais famosas de Egberto, em versão para piano e violão.</p>
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